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26 de junho de 2012


A Voz da Serra 26/06/12

Ciclistas se reúnem na praça nesta quarta


A ideia é fazer uma grande celebração, uma festa pela mobilidade. Para isso será realizada nesta quarta, 27, às 17h30, a Bicicletada, que pretende reunir os ciclistas da cidade para trocar ideias e articular ações voltadas à mobilidade urbana e ao uso de bicicletas em Nova Friburgo. O primeiro encontro neste sentido foi realizado na última quarta-feira, 20, na Oficina-Escola de Artes, resultando no evento programado para amanhã.
A Bicicletada é um movimento criativo e livre, fruto de ideias e sugestões de ciclistas e cidadãos que apoiam o movimento “Menos carros, mais bicicletas”. A pretensão é deixar claro aos motoristas que a bicicleta é apenas mais um componente da mobilidade urbana e que merece o devido respeito, já que é um meio de transporte que deve ter espaço na cidade.
O local de concentração será o chafariz da Praça Getúlio Vargas. Quem quiser saber mais sobre a Bicicletada pode acessar o site www.bicicletada.org.

30 de julho de 2011

A Voz da Serra - Editorial - 28 de julho 2011


Encurtando distâncias


VEÍCULOS elétricos de duas rodas estão sendo beneficiados pelas vantagens fiscais oferecidas pelo governo estadual para o setor. O “Estado da bicicleta” ganha um forte aliado na indústria de bicicletas e está prevista a instalação de uma nova fábrica no Estado do Rio.

MAIS QUE gerar empregos diretos, a indústria de bicicletas acena para a perspectiva de mudança da matriz do transporte urbano, adicionando um novo suporte tecnológico como são os veículos elétricos. E mais ainda com as bicicletas, que ressurgem com toda a força no mercado mundial sendo acompanhado também pelo Brasil, embora de forma tímida. Porém já avançamos bastante e hoje algumas cidades podem se orgulhar disto.
 

EM TEMPOS de saturação do sistema de transporte nas metrópoles brasileiras, a cidade do Rio oferece uma opção saudável, ecológica e econômica para quem convive com um clima tropical e elevadas temperaturas — a bicicleta. São mais de 200 quilômetros de ciclovias espalhados por muitos bairros, num exemplo que vale a pena ser copiado.
 

SEGUNDO as autoridades cariocas, quando elas começaram a ser construídas, havia 70 mil bicicletas na cidade. Anos depois, esse número multiplicou por 10, chegando a quase 500 mil no início deste século. O aumento é expressivo, mas ainda não dá para concorrer com os mais de 2 milhões de carros que trafegam pelas ruas da capital do estado.
 

A CONVIVÊNCIA é desleal, mas pode ser pacífica quando as leis de convivência entre veículos e bicicletas são respeitadas. O problema é que as pessoas não veem as bicicletas como um veículo. E é preciso lembrar que os ciclistas devem obedecer às leis previstas no Código de Trânsito Brasileiro e, por outro lado, devem ser igualmente respeitados. Existem regras de convivência entre carros e bicicletas, previstas no código. O problema é que a maioria não sabe disso, ou não respeita.
 

NOVA FRIBURGO possui inúmeras possibilidades de aumentar o número de ciclistas e de novas ciclovias. Mas também é preciso fazer muita coisa, como criar sinalização específica para bicicletas e até alterar algumas regras para veículos, com a redução da velocidade em certas vias da cidade para maior segurança dos ciclistas e pedestres. É preciso que a Autran não se preocupe apenas com os automóveis, ônibus, motos e caminhões.
 

A BICICLETA poderia substituir o carro ou o ônibus no transporte de trabalhadores, no lazer e no esporte, se houvesse mais segurança no trânsito, novas ciclovias e a criação de faixas especiais nas ruas e avenidas. Se tal acontecesse, Nova Friburgo ganharia muito em controle da poluição, na diminuição dos engarrafamentos e no aumento da qualidade de vida de seus moradores. Por que não mudar?

9 de julho de 2010

Friburgo: Bicicletas - A Voz da Serra

Parabenizo A VOZ DA SERRA pelo tema importante do editorial de 08/07/2010, que trata da necessidade de um trânsito humanizado, democrático, com espaço seguro para todos, inclusive para os não motorizados: pedestres e ciclistas. Friburgo tem uma tradição no uso da bicicleta. Vejo algumas fotos antigas e lá estão elas. Sem contar os bicicletários que existiam em colégios e indústrias. Hoje, são numerosos os ciclistas que se arriscam no trânsito de nossa cidade, sem a necessária segurança das ciclovias ou ciclofaixas. Talvez não sirva de comparação, mas de inspiração, de reflexão: o Rio de Janeiro possui 140 quilômetros de ciclovias; Bogotá, 180 quilômetros, e, em Copenhague, onde 37% da população anda de bicicleta, possui 350 quilômetros de ciclovia. Friburgo possui cerca de 3 quilômetros não interligados. Precisamos de ciclovias com urgência. Mas pequenas ações administrativas como a demarcação de ciclofaixas, a instalação de bicicletários, a expansão das ciclofaixa da avenida, a interligação com a Via Expressa, não demandariam grandes investimentos e significariam um início promissor.